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Benchmarking: o que é e como fazer

Edu Gazzinelli Por Edu Gazzinelli
em Marketing
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Benchmarking

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Índice

  • Afinal, o que é benchmarking?
  • Onde fazer benchmarking na internet: 2 formas de encontrar insights
    • 1. E-commerces
    • 2. Plataformas de vendas
  • Benchmarking e os princípios éticos
  • Como implementar o benchmarking?
    • Reciprocidade
    • Validade
    • Analogia
    • Medição
  • FAQ – Benchmarking
  • Passo a passo: como fazer benchmarking na prática

No mundo dos negócios existem várias estratégias para observar e melhorar sua empresa, impulsionando seu desempenho e relevância em meio às demais. E uma das mais eficientes é o benchmarking.

Não sabe do que estamos falando? Então continue sua leitura para entender mais sobre a metodologia que cresce cada vez mais no mercado e tem ajudado vários empresários a alavancar seus negócios e, consequentemente, impulsionar suas vendas. Vamos nessa!

Afinal, o que é benchmarking?

Benchmarking é uma palavra derivada do inglês benchmark, que em livre tradução significa referência.

Trata-se da observação e estudo aprofundado de grandes empresas que são parâmetros no mercado, visando aperfeiçoar o desempenho e resultados do seu próprio negócio ou marca.

Observar dados e a forma como empresas referência no mercado se portam em meio às mais diversas variáveis é de grande ajuda para detectar falhas, e encontrar formas de aperfeiçoar o desempenho e qualidade de produtos oferecidos ao público.

Por isso, não importa o porte de sua empresa, o benchmarking é a melhor opção para que você consiga se comparar com grandes empresas e assim atingir o máximo de seu potencial como prestador de serviços ao cliente.

Além, claro, de evidenciar a que pé sua empresa está de acordo com as demais.

Então se você deseja se tornar um “ás” dentro do mercado e impulsionar sua empresa a excelência, esteja sempre alerta aos vários exemplos cotidianos, por mais evidentes que sejam.

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Onde fazer benchmarking na internet: 2 formas de encontrar insights

1. E-commerces

Se sua empresa possui um e-commerce ou loja virtual para vender online, esse pode ser um canal fundamental para participar do benchmarking.

Cada vez mais empresas estão aproveitando as plataformas de vendas para impulsionar e alcançar cada vez mais seus objetivos se tratando de vendas e atendimento ao cliente.

Como sites de vendas são, em sua grande maioria, de fácil acesso, pode-se fazer uso do benchmarking para observar aspectos como:

  • Layouts
  • Páginas e organização de conteúdo
  • Descrição de produtos
  • Preços e fretes
  • Opções de transportadores
  • Condições especiais e promoções, etc.

2. Plataformas de vendas

Outro exemplo ligado à internet é o seguinte: vamos supor que sua empresa seja algo do ramo alimentício, uma lanchonete para ser mais exato.

Sabemos que existem diversos aplicativos em que se pode fazer cadastro e ter sua lanchonete em evidência para mais pessoas, certo?

E é fato que várias empresas já estão vendendo através dessas plataformas, e a observação de concorrentes que já estão dentro desses apps pode ser uma alternativa para fazer o benchmarking.

Benchmarking e os princípios éticos

Já que estamos falando sobre benchmarking, não podemos deixar a parte ética de fora dessa estratégia tão importante para o mercado corporativo.

É importante lembrar que o benchmarking não é uma forma de roubar ideias de concorrentes, mas totalmente o contrário disso. É uma técnica de análise, estudo e uma fonte poderosa de insights, mas sem ultrapassar a linha ética que toda empresa deve ter.

Partindo do pressuposto que você usou a técnica de observação para melhorar sua empresa, tenha em mente que fazendo isso você estará ajudando diretamente outros empresários a melhorar sua visão de mercado.

Afinal, você estará consequentemente criando uma espécie de rede de suporte onde todas as empresas se ajudam direta ou indiretamente.

O benchmarking é sobre sempre impulsionar para ser melhor. Ou seja, buscar formas de fazer o seu negócio crescer da melhor maneira.

E, desse modo, observar seus pontos fracos e assim programar as melhores medidas para que se obtenha a excelência que tanto se procura.

Como implementar o benchmarking?

Para ajudar a entender mais claramente como implementar o benchmarking de forma eficiente, precisamos entender melhor sua metodologia, que é dividida basicamente em quatro partes: reciprocidade, validade, analogia e medição.

Seguir esses métodos é a receita para um benchmarking eficiente e sem erros.

Reciprocidade

Tenha em mente que o compartilhamento de dados é tudo quando se trata de crescer. Você se lembra da rede de suporte que falamos um pouco mais acima? Então, é aqui que entra em prática. Não há possibilidade de aprendizado conjunto se os dados e informações não forem compartilhados. Parceria é a chave.

Validade

Sempre se lembre de validar e confirmar os dados com que está trabalhando. A veracidade das informações é imprescindível para o benchmarking dar certo. Não há como melhorar sua visão de mercado com dados falsos.

Analogia

Analise com precaução e atenção os seus dados e o mercado. Cuidado é tudo quando se trata de adaptar diferentes informações recebidas para a realidade de seu segmento de trabalho.

Medição

A comparação com grandes empresas para observar seu desempenho e suas falhas. Esta observação é uma grande aliada quando se trata de melhorar seus resultados. Não se esqueça de, com o passar do tempo, aumentar seu leque de buscas para sempre conseguir comparar sua empresa com referências de mercado à sua altura.

A partir destas metodologias do benchmarking, você será capaz de decidir qual forma irá abordar as informações que coletou. Faça o planejamento de acordo com suas necessidades, sempre frisando o crescimento e o aprendizado para que sua empresa consiga os resultados que deseja.

E aí? Gostou dessa estratégia? Comente suas impressões sobre o benchmarking nos comentários.


FAQ – Benchmarking

O que é benchmarking?

Benchmarking é o processo de analisar, comparar e aprender com práticas, estratégias e resultados de outras empresas, marcas ou profissionais que são referência em determinado mercado. O objetivo não é copiar, mas entender o que funciona bem e adaptar à sua própria realidade.

Para que serve o benchmarking?

O benchmarking serve para identificar oportunidades de melhoria, inspirar decisões estratégicas, otimizar processos e reduzir riscos. Ele ajuda empresas a evoluírem com base em dados e boas práticas já validadas no mercado.

Benchmarking é copiar concorrentes?

Não. Copiar é reproduzir sem critério. Benchmarking é observar, analisar, interpretar e adaptar. A ideia é aprender com o sucesso (e os erros) dos outros, respeitando o posicionamento, o público e os objetivos do seu negócio.

Quais são os tipos de benchmarking?

Existem diferentes abordagens, como o benchmarking competitivo (comparação com concorrentes diretos), o benchmarking funcional (análise de práticas de empresas de outros setores) e o benchmarking interno (comparação entre equipes ou unidades da mesma empresa).

Benchmarking só funciona para grandes empresas?

Não. Pequenas empresas, profissionais autônomos e startups se beneficiam muito do benchmarking, porque ele reduz tentativa e erro. Com poucos recursos, aprender com quem já validou estratégias é uma vantagem competitiva enorme.

O benchmarking é uma prática pontual ou contínua?

O benchmarking mais eficiente é contínuo. Mercados mudam, comportamentos evoluem e novas estratégias surgem. Analisar referências de tempos em tempos ajuda a manter a competitividade e evitar estagnação.

Quais áreas podem usar benchmarking?

Praticamente todas: marketing, vendas, atendimento ao cliente, produto, design, processos internos, tecnologia, recursos humanos e estratégia de negócio. Onde existe processo, existe oportunidade de benchmarking.

Benchmarking ajuda na inovação?

Sim. Ao entender como outros resolvem problemas semelhantes, você ganha repertório para criar soluções melhores, mais eficientes ou mais criativas. Benchmarking não mata a inovação; ele acelera.

Quais erros evitar ao fazer benchmarking?

Os erros mais comuns são analisar apenas números superficiais, copiar estratégias sem contexto, ignorar o próprio público e usar referências que não têm relação com seu mercado ou objetivo.

Benchmarking funciona no marketing digital e nas redes sociais?

Funciona muito. Analisar formatos de conteúdo, frequência de postagem, linguagem, engajamento e posicionamento de marcas bem-sucedidas ajuda a criar estratégias mais assertivas e alinhadas ao comportamento do público.

Com que frequência devo fazer benchmarking?

Depende do mercado, mas uma boa prática é revisar benchmarks a cada trimestre ou sempre que houver mudanças relevantes no comportamento do consumidor, na plataforma ou na estratégia do negócio.

Benchmarking substitui pesquisa com o cliente?

Não. Ele complementa. Benchmarking mostra o que o mercado está fazendo. Pesquisa com clientes mostra o que o seu público precisa. Os dois juntos criam decisões muito mais sólidas.


Passo a passo: como fazer benchmarking na prática

Como fazer?

  1. Defina exatamente o que você quer melhorar

    Benchmarking sem foco vira espionagem inútil. Antes de olhar para fora, olhe para dentro.
    Pergunte:
    Você quer melhorar engajamento? Conversão? Atendimento? Retenção? Posicionamento de marca? Produtividade da equipe?
    Exemplo prático:
    “Quero entender por que meus concorrentes têm mais engajamento no Instagram” é muito melhor do que “quero analisar redes sociais”.
    Aqui você define o recorte do problema. Esse passo evita desperdício de tempo e análise rasa.

  2. Escolha boas referências (e não só concorrentes diretos)

    Erro clássico: analisar só quem vende exatamente a mesma coisa que você. Referência boa resolve problemas parecidos, não necessariamente vende o mesmo produto.
    Crie três camadas de benchmark:
    Concorrentes diretos (mesmo público e oferta)
    Concorrentes indiretos (outras soluções para o mesmo problema)
    Referências aspiracionais (marcas que fazem muito bem aquilo que você quer melhorar)
    Exemplo:
    Se o foco é conteúdo, talvez uma marca de educação ou entretenimento seja uma referência melhor do que um concorrente engessado do seu setor.

  3. Defina critérios claros de análise

    Aqui o benchmarking vira ciência e para de ser achismo.
    Escolha critérios objetivos, como:
    Frequência de publicação
    Tipos de conteúdo
    Linguagem e tom de voz
    Formatos utilizados
    Jornada do usuário
    Call to actions
    Tempo de resposta
    Padrões visuais
    Métricas visíveis (comentários, curtidas, compartilhamentos)
    Nada de “acho que é melhor”. Tudo precisa ser observável.

  4. Colete dados de forma organizada

    Benchmarking bom é aquele que dá pra comparar depois.
    Use uma planilha simples e registre:
    Quem é a referência
    Onde você está analisando
    O que ela faz
    Como faz
    Com que frequência
    Que resultado aparente gera
    Aqui vale print, anotação, link, observação qualitativa. O objetivo é criar repertório estruturado, não um monte de abas abertas no navegador.

  5. Observe padrões, não exceções

    Um post viral não é estratégia. Um sorteio pontual não é modelo.
    O ouro do benchmarking está nos padrões:
    O que se repete?
    O que aparece em várias marcas diferentes?
    O que claramente faz parte da estratégia e não do acaso?
    Se três ou quatro referências fazem algo parecido, ali existe um sinal forte de comportamento do público ou de lógica de plataforma.

  6. Entenda o contexto antes de tirar conclusões

    Aqui mora a maturidade estratégica.
    Pergunte sempre:
    Essa marca tem equipe maior?
    Ela investe mídia?
    O público é o mesmo?
    O estágio do negócio é parecido?
    O canal tem o mesmo objetivo?
    Benchmarking sem contexto leva a decisões ruins. O que funciona para uma marca consolidada pode ser inviável ou inútil para quem está começando.

  7. Traduza o aprendizado para a sua realidade

    Esse é o ponto mais importante — e o mais ignorado.
    Você não pergunta “como copiar isso?”, mas sim:
    Como esse princípio se aplica ao meu negócio?
    O que eu consigo adaptar com meus recursos?
    O que faz sentido para meu público?
    Exemplo:
    Se a referência posta 3 vezes por dia, talvez o aprendizado não seja a quantidade, mas a consistência, o formato ou a clareza da mensagem.

  8. Crie hipóteses, não certezas

    Benchmarking gera hipóteses testáveis.
    Exemplo:
    “Se eu postar com mais storytelling, o engajamento pode subir”
    “Se eu reduzir posts promocionais e aumentar conteúdo educativo, posso ganhar alcance”
    Isso transforma benchmarking em motor de aprendizado contínuo, não em receita engessada.

  9. Teste em ciclos curtos

    Nada de mudar tudo de uma vez.
    Defina:
    O que será testado
    Por quanto tempo
    Qual métrica indica sucesso
    Exemplo:
    Testar um novo formato por 14 ou 30 dias já gera dados suficientes para avaliar impacto.
    Benchmarking só vira valor quando encontra o mundo real.

  10. Meça, aprenda e refine

    Depois do teste:
    O que funcionou?
    O que não funcionou?
    O que precisa ser ajustado?
    Benchmarking é um loop: observar → adaptar → testar → aprender → observar de novo.
    Quem trata benchmarking como processo contínuo evolui mais rápido que quem só “se inspira”.

  11. Documente aprendizados

    Documentar evita retrabalho e amadurece a estratégia.
    Registre:
    Insights
    Hipóteses validadas
    Testes que falharam
    Boas práticas adaptadas
    Isso vira ativo estratégico da empresa, não conhecimento perdido na cabeça de alguém.

  12. Repita com novos focos

    Hoje pode ser marketing. Amanhã produto. Depois atendimento.
    Benchmarking não é evento. É mentalidade.
    Empresas que crescem não reinventam a roda toda semana — elas observam bem, adaptam rápido e executam melhor.

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