Ei, influencer, você ainda não tem seu próprio mídia kit? Se você quer começar a trabalhar com mídias sociais não pode deixar essa etapa de fora do planejamento, viu?!
Essa é uma das melhores formas de oferecer seus serviços para marcas e conseguir parcerias incríveis.
Então, bora nessa? Hoje vamos entender o que é um mídia kit, qual sua função e como criar um material que irá surpreender as empresas. Bora nessa!
Tabela de conteúdos
O que é mídia kit?
Se você gosta das dicas do nosso blog é porque é um influenciador digital ou quer começar a trabalhar com a internet. Pois bem, seja qual for o seu caso, uma coisa é certa: você precisa de um mídia kit.
Mas, claro, primeiro você precisa entender o que é isso e para o que serve, certo? Então bora lá.
Basicamente, o mídia kit é um documento usado por pessoas públicas para vender publicidade.
O doc não é novidade e começou a ser usado há tempo em veículos de comunicação como jornais, rádios, canais de tevê, que colocavam informações de venda de espaços publicitário no documento.
Com o boom da profissão de influenciador digital, o mídia kit voltou a estrelar as negociações de publicidade.
E hoje é usado para divulgar informações, preços e condições dos famosos publiposts.
Mas o que um bom mídia kit precisa apresentar? As informações mais relevantes que todo mídia kit precisa ter você descobre no próximo tópico. Vamos!
5 informações essenciais para um mídia kit
Se antes o mídia kit era usado para vender espaços e tempo de propaganda no jornal de papel e na tevê, hoje os influenciadores aproveitam o arquivo para mostrar as vantagens que oferecem para as marcas e como funcionam os jobs postados nos perfis do Instagram, Facebook e canais no Youtube, por exemplo.
Mas para valer de verdade o mídia kit precisa ser um doc útil.
Ou seja, ele precisa apresentar seu trabalho e responder as principais dúvidas que uma empresa parceira pode ter.
Pois, se ela precisa entrar em contato com você para saber informações básicas, mesmo depois de ter acessado seu mídia kit, alguma coisa está errada!
Para não cair no erro, bora descobrir o que o seu mídia kit precisa apresentar:
1. Seus dados pessoais e plataformas de atuação
Um grande erro que muito influenciador digital comete é fazer um arquivo que só fala de valores.
Sim, o mídia kit serve para a marca entender como funciona o seu trabalho e quais os valores que você cobra, mas não é só isso.
Pense que a empresa está contratando seus serviços porque se identificou com você.
Então, sim, ela quer mais informações sobre você, seu trabalho e sua vida – mais do que ela consegue observar sozinha em suas redes.
A ideia é que a primeira parte do seu mídia kit seja uma breve biografia, com informações como:
- Quem é você
- De onde você é;
- O que você faz
- Quais assuntos aborda
- Quais são seus interesses
Um job de sucesso acontece quando o influencer e a marca dão um super match. Seu trabalho e o que a empresa oferece precisa ter conexão, por isso é tão importante que ela conheça você por meio do seu material.
2. Detalhes do seu público-alvo e persona
O próximo ponto é mostrar para a empresa que seus perfis podem ser uma ótima vitrine.
A verdade é que as marcas investem dinheiro nas parcerias, então é muito importante que elas vejam que o público que ela quer atingir também está nas suas redes sociais.
Para isso, você pode oferecer algumas informações fundamentais sobre a sua audiência como sexo, idade, localização, comportamento em seu perfil e interesses dos seus seguidores.
O ideal é que seu mídia kit ofereça informações suficientes sobre a sua persona para que a marca veja se é, de fato, essa a audiência do produto/serviço que ela oferece.
3. Dados e métricas das suas redes sociais
Suas métricas são o ouro do seu perfil, e mostrar essas informações pode ser uma ótima estratégia para aumentar a percepção de valor do seu trabalho.
Claro, seu mídia kit não deve ser apenas estatísticas, mas pode acreditar que essa é uma das primeiras coisas que a marca irá olhar ao receber seu doc.
Isso porque, como falamos, são seus dados que mostram que seu trabalho realmente agrada seu público e engaja as pessoas que seguem seu perfil.
A empresa parceira precisa saber se você é o influenciador digital mais indicado para o job e qual o potencial das suas redes sociais.
Então, para impactar positivamente as marcas, veja quais dados legais você deve incluir:
- Média de curtidas
- Reações
- Média de compartilhamentos
- Média de comentários
- Menções ao seu perfil
- Uso de hashtags próprias
- Posts salvos, e por aí vai.
4. Valores e condições de jobs
Vamos lá: chega desse medo de colocar valores de jobs no mídia kit!
Você pode colocar bem claro quais são os preços cobrados para publicidade, divulgação e campanhas nas suas redes sociais.
Mas, caso não queira especificar demais, você não precisa colocar valores fechados e imutáveis. Apenas ofereça uma base do valor das parcerias com você para que a empresa analise se viável fechar o job.
Assim, a marca irá saber exatamente o que esperar, quais as suas expectativas para os trabalhos e se seu orçamento está dentro do que eles podem oferecer.
A verdade é que você pode – e deve – deixar cada job aberto para negociações.
Mas também é legal colocar algumas exigências que são importantes e que você não abre mão para “filtrar” as parcerias que realmente funcionam com seu perfil.
5. Campanhas e trabalhos anteriores de sucesso
Uma boa estratégia para convencer as marcas a fecharem jobs com você é mostrar resultados legais de outros trabalhos.
Se depois de tudo que foi apresentado em seu mídia kit, a empresa ainda não tem certeza se fechar a publi com você é o ideal, aproveite dos trabalhos de sucesso que você já fez para convencê-los.
Essa é a hora de provar que você pode trazer resultados positivos. Então, use e abuse dela.
Diga para quais marcas você já trabalhou, os conteúdos que foram criados, quais as estratégias e, claro, os resultados que alcançaram.
Mostre como é o seu desempenho como digital influencer e não faltarão jobs!
Se você nunca fez uma publi e está em busca do seu primeiro parceiro, apenas faça seu mídia kit normalmente sem incluir esse item. Mas, se você já tiver dados legais em conteúdos próprios, use sem medo 😉
Ah, e por último, mas nunca menos importante, não esqueça de sempre atualizar seu mídia kit.
Algumas infos como meios de contato, valores e métricas das suas redes sociais devem ser atualizadas com frequência.
Se puder, invista também em um arquivo profissional, com um design que combine com a identidade visual das suas redes. Acredite, esse é um investimento que vale a pena!
Esperamos que essas dicas ajudem você a produzir um mídia kit perfeito para conseguir muitos jobs.
E se você quer encontrar parcerias incríveis, não esqueça de se inscrever em nossa plataforma. Podemos ajudar você a alavancar seu perfil! Bora lá?!
Passo a Passo para criar um mídia kit em 10 dias
Tempo necessário: 10 dias
Passo a passo de como fazer seu Mídia Kit
- Defina objetivo e público-alvo
Objetivo: conseguir parcerias pagas? parcerias de troca (produtos)? aparições em eventos? patrocínios de longo prazo?
Público-alvo do mídia kit: marcas de X nicho, agências, publishers, anunciantes — detalhe o quem toma a decisão (marketing, PR, growth).
Resultado prático: escreva em 1 frase: “Mídia kit para atrair marcas de lifestyle interessadas em posicionamento regional e performance”. - Reúna ativos e dados essenciais
Colete isto antes de abrir o InDesign/Canva:
Logo, paleta de cores, tipografias (ou indicações), fotos profissionais (capa + lifestyle).
Estatísticas atualizadas (últimos 3 meses / 6 meses):
– Seguidores por plataforma (Instagram, TikTok, YouTube, LinkedIn, etc.)
– Alcance médio por post / visualizações (últimos 10 posts)
– Impressões mensais e engajamento médio (likes+comentários+salvos / alcance)
– Demografia: idade, gênero, localização top 5 cidades/países
– Interesses principais do público (ex.: moda, tech, finanças)
– Taxa de cliques em links (CTR) e taxa de conversão se tiver (ex.: vendas geradas)
Cases rápidos (2–3): nome do cliente, objetivo, resultados (KPIs numéricos).
Testemunhos (1–3 quotes curtas de clientes/parceiros).
Conteúdos e formatos oferecidos: post estático, reels, stories, vídeo longo, menção em podcast, artigo patrocinado, takeover, evento, cupons exclusivos, link tracking.
Contato + termos: e-mail comercial, WhatsApp / calendário de reuniões, prazo médio de resposta, condições de parceria (pagamento, direitos de uso de imagem, exclusividade). - Estruture o conteúdo (ordem recomendada)
Capa (nome, tagline curta, foto + logo)
Sumário executivo (1 parágrafo objetivo)
Quem é você / sua proposta de valor (bio curta e impactante)
Audiência / Métricas principais (gráficos simples)
Formatos e ofertas (descrição + entregáveis)
Planos e preços (ou “orçamento sob consulta”)
Cases / prova social (números + quote)
Workflow / como trabalhamos (brief > criação > revisão > entrega)
Termos e condições rápidos
Contato e call-to-action (CTA claro: “Agende uma conversa” ou “Peça proposta”) - Como escrever cada seção — frases e exemplos prontos
https://eccentric.etc.br/reels/Sumário executivo (1–2 frases):
“Sou [Nome], criador(a) de conteúdo focado(a) em [nicho]. Transformo seguidores em clientes por meio de conteúdo autêntico e campanhas com foco em conversão e awareness.”
Proposta de valor (bio curta):
“Crio conteúdo audiovisual que conecta marcas de lifestyle a um público urbano, engajado e pronto para comprar — média de X% de CTR em campanhas com link.”
Descrição de formatos (exemplo – Reels):
“Reel patrocinado (15–60s) — roteiro + produção/edição + 1 post feed + 3 stories de amplificação. Entrega em 7 dias úteis.”
Case curto (modelo):
“Cliente: Marca X — Objetivo: lançamento regional — Resultado: +23% em tráfego para site e 150 vendas com cupom exclusivo em 2 semanas.” - Métricas — como apresentar (visual + números)
Mostre sempre número + contexto. Ex.:
“Alcance médio/post: 35k (últimos 30 dias — média dos 10 últimos posts)”
“Engajamento médio: 6,2% (benchmarks: 1–3% é comum para contas de mesmo porte)”
Use gráficos simples (barra ou pizza) para demografia e um card numérico para KPIs chave: seguidores, alcance, engajamento, CTR.
Inclua período da medição (“dados de set–out/2025”). - Precificação — modelos e exemplos
Modelos comuns:
Preço por peça (ex.: R$ X por post, R$ Y por Reel)
Pacote (ex.: Pacote Bronze: 2 posts + 5 stories — R$ Z)
CPM/CPV (útil para vídeos e campanhas com mídia paga) — ex.: CPM R$ 60
Performance / Affiliate (comissão por venda + fee menor)
Day rate / Evento — valor para presença ao vivo
Exemplos práticos (ajuste conforme sua audiência):
Post estático: R$ 1.200
Reel patrocinado (produção + post): R$ 4.500
Pacote mês (8 posts + 12 stories + 2 reels): R$ 18.000
Dica: ofereça 3 opções (entry / mid / premium) — facilita a decisão. - Design & formato final
Ferramentas sugeridas: Canva (rápido), Figma, InDesign (profissional).
Tamanho e formato: PDF A4 (vertical) ou slide deck 6–10 páginas — fácil de enviar por e-mail.
Visual: clean, 1–2 fontes no máximo, paleta com 2 cores primárias + neutros.
Tipografia: títulos grandes, subtítulos legíveis, cards para KPIs.
Elementos visuais: foto de capa + 1 foto por seção (lifestyle), ícones para formatos/formas de entrega. -
Envie como PDF por e-mail e também disponibilize uma versão pública (link) via Google Drive/Notion/OneDrive.
Para pitches: inclua versão resumida (1 página) — “one pager” para anexar em propostas rápidas.
Tenha uma landing page com formulário (lead capture) para interessados pedirem proposta automatizada. - Checklist final antes de enviar
Dados atualizados (últimos 30–90 dias)
1–3 cases com números comprováveis
Contato comercial e CTA claro
Termos básicos (prazos, pagamentos, direitos de uso)
Arquivo em PDF otimizado (<10 MB) e versão web (link)
Revisão ortográfica + alinhamento visual com sua marca - Erros comuns a evitar
Não usar números desatualizados (pior que não ter número é ter número errado).
Exagerar métricas sem contexto.
Não definir claramente o que o cliente recebe (deliverables).
Preços sem justificativa (explique o que está incluso).
Perguntas frequentes sobre Mídia Kit
É um documento profissional que apresenta seu trabalho como criador de conteúdo ou marca pessoal. Ele reúne dados de audiência, formatos de entrega, cases, diferenciais e informações comerciais. Na prática, é o “catálogo oficial” que as marcas usam para decidir se querem trabalhar com você.
As marcas tomam decisões baseadas em dados e alinhamento estratégico. Um mídia kit sólido mostra seu alcance real, seu perfil de público, seus resultados anteriores e o que você entrega. Isso reduz risco para a empresa e acelera a aprovação de campanhas.
Um mídia kit profissional inclui:
– Bio resumida
– Métricas de audiência atualizadas
– Perfil demográfico (gênero, idade, cidades)
– Formatos de conteúdo e ofertas
– Valores e pacotes comerciais
– Cases e depoimentos
– Contato comercial
– Condições básicas (prazos, direitos de uso etc.)
O ideal é atualizar a cada 30–90 dias. Plataformas sociais oscilam muito — e marcas prezam por dados recentes. Quanto mais fresco o número, mais credibilidade você demonstra.
Não. Um mídia kit não é sobre quantidade, mas sobre clareza de proposta. Micro e nano creators têm altíssimo potencial de conversão e muita marca prefere trabalhar com públicos segmentados. Métricas como engajamento e CTR são tão importantes quanto volume de seguidores.
A recomendação é nunca inflar ou manipular dados, mas você pode contextualizar. Se seu alcance caiu no mês, você pode apresentar média dos últimos 90 dias. Transparência parcial com narrativa estratégica gera mais confiança do que números perfeitos demais.
Normalmente, segue este fluxo:
Marca analisa seu mídia kit
Solicita proposta ou pacote personalizado
Você envia orçamento e cronograma
Marca aprova e envia briefing
Você executa, revisa e entrega
Marca mede resultados e planeja nova campanha
Depende do seu posicionamento.
– Preço fixo acelera decisões e facilita orçamentos rápidos.
– Sob consulta te dá espaço para ajuste por demanda, exclusividade, complexidade e período de uso da imagem.
Estratégia híbrida costuma funcionar bem: pacotes base + opções customizáveis.
Os valores podem ser baseados em:
– Alcance médio real
– Engajamento
– Nível de produção
– Uso da imagem (orgânico x mídia paga)
– Exclusividade
– Nicho e autoridade
– Benchmark com creators similares
Uma boa prática é oferecer três níveis: básico, intermediário e premium.
Não é obrigatório, mas fortalece a persuasão. Se você ainda não tem cases comerciais, use:
– resultados orgânicos próprios
– campanhas fictícias bem descritas
– depoimentos de seguidores
– performance de conteúdos não patrocinados
A estética importa. Uma boa foto de capa, uma foto lifestyle e uma imagem de contexto já elevam 200% a percepção de valor. Não precisa ser um ensaio caro — apenas luz natural, nitidez e composição limpa.
Use PDF leve (<10 MB) + link online. Os canais mais comuns são:
– e-mail de marketing / parcerias
– WhatsApp comercial
– formulário de proposta
– mensagem direta profissional (LinkedIn, Instagram Business)
Sim. Muitas pessoas têm:
– Mídia kit completo (8–12 páginas)
– One Pager (1 página para respostas rápidas de orçamento)
– Versão em mini deck (3 páginas para WhatsApp)
Atenção total nestes pontos:
– Métricas atualizadas
– Fit com o público
– Clareza de entrega
– Profissionalismo visual
– Cases com resultados reais
– Preço proporcional ao valor entregável
– Facilidade no processo
Evite:
– prints de números sem contexto
– promessas exageradas (“garanto 1 milhão de views”)
– polêmicas públicas
– informações pessoais irrelevantes
– preços muito voláteis sem explicação
– textos longos demais que ninguém lê
Sim. Você pode criar seções específicas como:
– “Palestras e workshops”
– “Consultorias e mentorias”
– “Presença em eventos e ativações”
Isso posiciona você como multi-vertente e amplia suas oportunidades comerciais.
Ele precisa cumprir três funções:
Transmitir clareza — o que você entrega?
Transmitir autoridade — por que trabalhar com você?
Transmitir previsibilidade — quanto custa e como acontece?











